O apóstolo Mateus vem nos trazer importante ensinamento deixado pelo nosso divino mestre a respeito da conciliação com os adversários, estes são na verdade nossos irmãos, que por divergirem nos pontos de vista ou até mesmo por guardar algum sentimento negativo em relação a nós se tornam nossos adversários. Nessa passagem Jesus vem nos mostrar a importância de conciliarmos com esses nossos irmãos na encarnação atual não deixando arrastar tal pendência para vidas futuras.
No livro Pão Nosso, Emmanuel aborda importante ensinamento de Jesus no capítulo 120, Conciliação:

    “Muitas almas enobrecidas, após receberem a exortação desta passagem, sofrem intimamente por esbarrarem com a dureza do adversário de ontem, inacessível a qualquer conciliação. A advertência do Mestre, no entanto, é fundamentalmente consoladora para a consciência individual. Assevera a palavra do Senhor – “concilia-te”, o que equivale a dizer “faze de tua parte”. Corrige quanto for possível, relativamente aos erros do passado, movimenta-te no sentido de revelar a boa¬ vontade perseverante. Insiste na bondade e na compreensão. Se o adversário é ignorante, medita na época em que também desconhecias as obrigações primordiais e observa se não agiste com piores características; Se é perverso, categoriza-¬o à conta de doente e dementado em vias de cura. Faze o bem que puderes, enquanto palmilhas os mesmos caminhos, porque se for o inimigo tão implacável que te busque entregar ao juiz, de qualquer modo, terás então igualmente provas e testemunhos a apresentar. Um julgamento legítimo inclui todas as peças e somente os espíritos francamente impenetráveis ao bem sofrerão o rigor da extrema justiça. Trabalha, pois, quanto seja possível no capítulo da harmonização, mas se o adversário te desdenha os bons desejos, concilia-te com a própria consciência e espera confiante.”

Que possamos com esse ensinamento nos conciliarmos com nossos adversários o mais rápido possível para que tenhamos menos problemas a serem sanados nas próximas encarnações. Caso nossos adversários não queiram conciliar conosco, façamos a nossa parte perdoando as ofensas, colocando nosso adversário em nossas preces diárias, assim, estaremos conciliando com nossa própria consciência, deixando de emanar pensamentos negativos que nos trariam sentimentos de baixo nível, que atingiriam a nós e aqueles que necessitam do nosso perdão e conciliação.

    Referências: Emmanuel/Chico Xavier, Pão Nosso, capítulo 120, Conciliação.