Na presente passagem do Apóstolo Paulo descrita em Romanos temos que contextualizar a temática do amor, o fervor, a humildade, a beneficência, onde no capítulo 12, versículo 9 nos explica que “o amor seja não fingido” e finalmente em 12:10, tem-se amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Na passagem de hoje temos que Paulo faz mais um destaque ao amor como a maior das virtudes cristãs. O amor que é a base sobre a qual devemos edificar o nosso aperfeiçoamento espiritual. Sem o amor, nossos esforços serão dolorosos e os resultados ínfimos. Aqui, Paulo, considera os cristãos como membros de um corpo em Cristo, com funções diferentes, põe em relevo a missão de cada membro no conjunto complexo das atividades que foram distribuídas segundo a capacidade, a habilidade e a responsabilidade de cada um. Em outra análise, podermos destaque que Paulo nos apresenta duas características deste amor. A primeira característica do sentido de amor fraternal tem-se que devemos amar os irmãos como amamos os membros de nossa família pois os vínculos de família devem ser estendidos a todos os filhos de Deus. Depois, devemos preferir em honra uns aos outros, isto é, amar a todos buscando a promoção deles e não a nossa, pois o amor não é egoísta. O amor enaltece a pessoa amada e busca o seu bem acima do seu próprio. O amor não humilha a pessoa, mas promove-a; não a fere com palavras e atitudes. Em texto publicado no Jornal Mundo Espírita de 1954, temos uma excelente explicação sobre o que acabamos de descrever:

    “O grande Apóstolo teve razão quando exortou os seus contemporâneos. A situação, hoje, após séculos, é a mesma. A Humanidade é um todo. Quando um membro sofre, os demais sentem o reflexo. Não há felicidade exatamente por isso. A ignorância, mãe da incompreensão, gera os dissídios e as torturas e infelicita os homens. Ora, que os de outros credos religiosos procedam assim, vá, são ignorantes e serão julgados como tais; mas, nós outros, espíritas, que já sabemos o que nos espera, se procedermos como eles é porque queremos permanecer acorrentados aos sofrimentos originários dos maus atos que praticamos. Lutemos, pois, contra os nossos defeitos. Unamo-nos solidariamente na obra comum em que estamos empenhados. Cada um em sua função deverá aprimorar a sua obra, cuidando do asseio do vaso que representa na vida, para que o Senhor Jesus se utilize de nós como instrumentos para a realização de seus desígnios. Só assim teremos paz e a nossa obra resistirá à violência das paixões e das tormentas.”

Referências:
VANCONCELLOS, L. União e concórdia, Jornal Mundo Espírita, maio de 1954.