O versículo estudado hoje precisa ser entendido dentro do contexto do ato de orar a Deus. O evangelista Mateus escreve no versículo 7 ”Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” Em seguida, explica “ Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra: e, ao que bate, se abre.”
Kardec, no Evangelho Segundo o Espiritismo dedica o capítulo Capítulo XXV – Buscai e achareis para explicar
Assim, no versículo em questão “E qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?”, temos aqui a comparação do homem como pai cuidadoso que nem sempre deve dar o que o filho quer, visto que, muitas vezes, no calor das vicissitudes, os filhos podem querem o que não seja bom para eles mesmos.

Nesse caso, o homem do versículo é a representação simbólica de Deus, nosso Pai Celestial que em sua sabedoria, bondade e perfeição é infinitamente mais cuidadoso do que os pais terrestres. Além disso, o filho do versículo representa toda a humanidade. Isso mesmo, todos nós que ainda queremos e privilegiamos a vida material em detrimento da vida espiritual, queremos certos benefícios, tranquilidades e prazeres que poderão criar débitos profundos que só serão resolvidos em encarnações futuras de muita dor, arrependimento e sofrimento.

Tiramos aqui alguns trechos do livro Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel, que assim, explica:

    Um pai terrestre, conquanto as deficiências compreensíveis da condição humana, jamais oferece pedra ao filho que pede pão.
    Se o filho é ainda criança, não lhe entrega dinamite para brincar.
    Se o filho jaz perturbado, não lhe confere a direção da família.
    E, se o filho permanece atrasado no progresso escolar, não lhe autoriza regalos prolongados.
    Isso acontece aos pais terrenos…
    Desse modo, se experimentas desconfiança e inquietação, no ato de orar, simplesmente porque choras e sofres, lembra-te da compaixão e do discernimento que já presidem o lar humano e não descreias da perfeita e infinita misericórdia do Pai Celestial.

Assim, saibamos pedir.
E, principalmente, saibamos agradecer a Deus tudo que temos em nossas vidas.
Talvez ainda não conseguimos entender, mas acreditemos se estamos pedindo um peixe, Deus não nos daria uma serpente.

Referências:
EMMANUEL (espírito). Palavras de Vida Eterna. Psicografado por Francisco Candido Xavier. 11ª edição. Uberaba: Comunhão Espírita Cristã, 2019.