Há mais de dois mil anos, Jesus fez um convite especial que se perpetuou ao longo do tempo. Foi através dessas doces palavras que Jesus apresentou seu julgo e tocou o coração daqueles que sofrem ainda presos em suas próprias imperfeições. O mestre amado afagou em seu coração todos aqueles que seguem buscando diariamente encontrar a perfeição moral, mas que ainda carregam o peso de serem seres errantes.
Tal como um irmão que olha pelos seus, Jesus trás através de seus cuidados o amor de Deus na mais pura forma. Ele que apesar de toda a sua evolução e bondade jamais vista em outro ser que passou pela terra, também teve seus momentos difíceis, também implorou ao nosso pai o alívio de suas chagas, mas a confiança de que as leis morais são capazes de restaurar e retirar toda e qualquer angústia de um coração cansado fez com que o mestre aliviasse cargas de ombros tristes e sem ânimo para prosseguir. O Cristo veio para nos ajudar a suportar nossas provas, e fazer com que a nossa passagem pela terra não seja mais difícil do que ela realmente deveria ser.
Jesus sabia que nos momentos difíceis é que suas palavras poderiam ser mais bem compreendidas e aceitas, visto que, nos momentos agradáveis ou fáceis, estamos ainda muito vinculados a valores mundanos e distorcidos, não sentimos a necessidade de sermos confortados, ou mesmo esclarecidos sobre as leis espirituais, pois na “futilidade” não temos consciência que essas alegrias são passageiras, e que essa felicidade é ilusória e repentina. Lembremo-nos dos conselhos do nosso querido mestre:

    “A verdadeira felicidade não é deste mundo.”

Nossas dores, nossos sofrimentos, nossas vicissitudes da vida na Terra, encontram, pois, o alívio no conhecimento e aceitação das leis trazidas por Jesus. O jugo referido por Ele é a observância da lei divina que foi trazida até nós, que uma vez entendida e aceita, estabelece um vínculo de submissão e obediência a Deus, que deve levar o homem ao esforço de praticá-la no dia-a-dia. Kardec escreve que:

    “esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõem como dever o amor e a caridade.”

Amor e caridade, jamais, em momento algum, pode ser um fardo pesado.
O apelo de Jesus encontra caminho no profundo de nossa alma? Como está nossa fé, nossa crença? Jesus continua amorosamente fazendo-nos o convite: Vinde a mim! Ouçamos seu apelo em nosso coração e, que tenhamos amimo a semear e colher o bem seguir com firmeza, rumo à felicidade dos justos, daqueles que ouvindo o Mestre dos mestres, deixam de lado as preocupações de cunho material e trabalham pelo progresso de sua moral e espiritualização que num magnífico processo divino de educação, irá por sua vez moralizar e espiritualizar toda a humanidade.
Que assim seja!